A contratação de concreto usinado para a estrutura de uma torre residencial vinha sendo tratada como rotina: os mesmos dois
fornecedores de sempre, cotação por telefone, decisão pelo menor preço entre os dois. Funcionava — até o momento em que a equipe percebeu que “funcionar” e “estar otimizado” eram coisas diferentes.
O primeiro movimento da zero+ foi ampliar quem participava da concorrência. Usando histórico de mercado e critérios técnicos da obra (volume necessário, prazo de bombeamento, distância de central), sete novos fornecedores qualificados entraram na disputa — nenhum deles fazia parte da lista de fornecedores conhecidos da construtora.
Com mais concorrentes, veio o segundo desafio: comparar propostas que chegaram com premissas diferentes de escopo, prazo de pagamento e logística. A equalização técnica e comercial revelou que a diferença de preço entre os fornecedores não estava só na matéria-prima — estava também em como cada um precificava risco de atraso e disponibilidade
de equipamentos.
Com as propostas equalizadas, a negociação final não foi sobre reduzir o preço por reduzir — foi sobre trocar volume e previsibilidade de consumo por condições melhores de prazo e pagamento, o tipo de troca que só é possível enxergar quando existe concorrência real e dados comparáveis na mesa.
O resultado: R$ 340 mil de economia frente ao cenário anterior — uma redução de 12% no custo total do fornecimento —, sem abrir mão de prazo de entrega nem qualidade técnica do concreto especificado em projeto.